Infelizmente a bola oval alçou seu último voo neste domingo (09), com o grande confronto entre Kansas City Chiefs x Philadelphia Eagles.

O embate falava muito mais do que apenas uma disputa de título. Era a tentativa de Patrick Mahomes e cia marcarem para sempre a história da liga com o primeiro tri campeonato seguido. Já do lado de Jalen Hurts, os Eagles precisavam dar o seu melhor para provar serem o melhor time da liga e se vingar da derrota no Super Bowl LVII em 2023.
O Philadelphia Eagles conquistou seu segundo título do Super Bowl ao derrotar o Kansas City Chiefs por 40 a 22 no Superdome de Nova Orleans. Jalen Hurts, eleito MVP da partida, brilhou com dois passes para touchdown, um corrida para mais um e 221 jardas aéreas, além de 72 terrestres. A defesa dos Eagles também foi decisiva, forçando duas interceptações e um fumble de Patrick Mahomes, que teve uma noite abaixo do esperado.
Os Eagles começaram forte, abrindo o placar com um touchdown de Hurts no primeiro quarto. A vantagem só aumentou com field goals de Jake Elliott e uma interceptação devolvida para touchdown. No final, os Chiefs marcaram dois touchdowns, mas já era tarde para reagir.
A vitória consolida os Eagles como uma potência da NFL e dá a Hurts e ao técnico Nick Sirianni um lugar especial na história da franquia.
Além do jogo: o show do intervalo
Se o prêmio de MVP da partida pudesse ser dado para alguém que não jogou, seria para Kendrick Lamar.

O ano de 2024 na música foi marcado pela intensa rivalidade entre Kendrick Lamar e Drake. Um dos resultados desse embate foi a diss track Not Like Us, que rapidamente conquistou o público, acumulando quase meio bilhão de visualizações nos vídeos oficiais no YouTube. Para colocar um ponto final na discussão, a música ainda foi coroada como “Música do Ano” no Grammy. Desde setembro de 2024, quando o rapper foi anunciado como atração do Apple Music Halftime Show, havia grande expectativa sobre a possível execução da polêmica música. Afinal, além de conter linguagem explícita, acusar alguém de pedofilia para uma audiência global de mais de 120 milhões de espectadores poderia não ser bem recebido pelos patrocinadores do evento.
Equilibrar as expectativas do público com o que era viável foi a chave para o sucesso da apresentação. Kendrick começou o show com a participação especial de “Tio Sam” (Samuel L. Jackson), usando o sarcasmo para rebater as críticas da mídia e do público. A primeira música do setlist foi uma faixa inédita, aquecendo o público para Squabble Up, do seu último álbum, GNX. Antes da entrada surpresa de SZA, que performou Luther e All Stars, Kendrick brincou com a plateia, sugerindo que cantaria Not Like Us, mas deixou a música para o final do show. Quando finalmente a apresentou, foi o ápice da noite: a plateia foi à loucura, e a tenista multicampeã Serena Williams, que já teve um affair com Drake, apareceu dançando durante a diss, roubando a cena.
Na minha opinião, esse foi o melhor segmento do Super Bowl em termos de alinhamento entre qualidade artística e produção visual desde a apresentação de The Weeknd no Super Bowl LV, há quatro anos.
Confira a apresentação completa:
Desde já, ansioso para que setembro chegue logo!