Tem um nome certo?

Treinador sempre deixou claro seu sonho de comandar nossa seleção. FOTO: Lucas Uebel

A troca do comando técnico da seleção brasileira era uma questão de tempo, tendo em vista o trabalho que vinha sendo apresentado e o desempenho da equipe em campo. Desde que Dorival assumiu, a canarinho evoluiu do “ruim”, de Diniz, para o “menos pior” de Dorival. Entretanto, o conjunto não casou e o que foi mostrado até aqui era insuficiente para uma equipe penta campeã. Porém, chegamos num ponto muito crítico e delicado: quem deverá assumir o comando?

No mundo ideal, diversos currículos estariam sendo entregues na porta da CBF querendo assumir à seleção em uma véspera de Copa do Mundo. Por outro lado, com a bagunça que está o futebol brasileiro, poucos querem está “bronca”, pois a responsabilidade é grande. Muito se fala em Ancelotti, Abel Ferreira ou Jorge Jesus, nesta hierarquia, porém todos estrangeiros. Mas, até que ponto vale entregar a nossa essência para um treinador de outra nacionalidade?

Entendo que a maioria deles se especializou e admirou o nosso futebol para se tornar quem são. Guardiola, um dos melhores do mundo, vive citando o encanto que tem pelos brasileiros. A nossa geração tem bons jogadores, onde só precisam de carinho e alguém que domine o vestiário. Todos os nomes citados até aqui tem currículo de sobra, mas não tem o sangue brasileiro em suas veias e amor pela nossa seleção. Deste modo, o estilo que mais casa com o momento é de Renato Portaluppi. O gaúcho sempre deixou claro seu sonho de comandar o nosso país em uma Copa e ele, mais do que ninguém, sabe administrar o grupo de jogadores.

Eu daria uma oportunidade para ele, já que ele foi campeão da América, Copa do Brasil, Vice-Campeão Brasileiro e sabe como ninguém lidar com o ego dos atletas. O esquema que Renato gosta, tem de sobra na seleção: pontas com qualidade. Acho que ele é o nome certo para o momento e quem sabe nos dar alegrias novamente.